Relendo meus escrivinhados, percebi que faltaram informações necessárias. Ei-las...
Na época em que saímos pela primeira vez da casa da minha avó, minha mãe fumava (aliás, desde os 15 anos de idade...). Então, quando ela chegava cansada do trabalho à tarde, sempre ficava pedindo coisas, tipo me dá um café, me dá um cigarro. Só que, o cigarro geralmente era acendido por nós, no fogão. Mas não podia queimar. Tinha que ser branquinho, branquinho... Então, nós, minha irmã e eu, tínhamos que dar uma puxadinha no cigarro. Foi assim que, aos 15 anos também passei a "tragar" o cigarro e fiquei viciada. Minha irmã então...
Lembro-me que uma noite de sábado minha mãe pôs uma panela de pressão com feijão no fogo e saiu. Estávamos dormindo, minha irmã e eu. Aí a panela pegou fogo, foi um fumaceiro. Nós acordamos com os vizinhos que arrombaram a janela, nos tiraram de lá e apagaram o princípio de incêndio. Foi assustador. Quando procuraram minha mãe, ela estava em um bar com amigos.
Nesta época, vimos muitos amigos dela passar pela nossa casa. Alguns eram legais, nos dava coisas, doces etc. Outros maliciosos...
Foi Deus que nos protegeu, porque ficávamos sozinhas o dia inteiro. Tinha uns que nos levava a bares, pagava refrigerantes, conversava. Lembro que andávamos descalças pela rua, como desvalidas... Eu sempre fui mais "safa". Sabia distinguir um amigo de "aquele amigo". Minha mãe tinha coleções de livros, tipo romances, e eu já lia autores como Sidney Sheldon, então já tinha conhecimento de algumas coisas relacionadas à sexo...
Posso afirmar sem medo de errar que eu sou uma das heroínas de Sydney. Graças a ele pude sobreviver, sem ele, não sei não...
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